Também mas isso são ossos do ofício
Mesmo que não o fizesse, continuaria a jogar

Diogo Ribeiro
Desde: Jul '08
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Também mas isso são ossos do ofício
Mesmo que não o fizesse, continuaria a jogar
Marco Almeida
Desde: Jul '08
Posts: 3,969
ColJP
jogar por obrigação não te estraga o dia?
eu sei que a mim estraga e bem!
passados uns anos nisto e não vais poder ver um jogo à frente sem pensar em trabalho, desculpa lá Diogo, e olha que gosto bastante das tuas análises, mas é inglório e um lento suicídio videojogável...
Mas sim, faz sentido o que dizes, mas sinceramente, isso é a teoria. Na prática as coisas são diferentes...
Marco Almeida
Desde: Jul '08
Posts: 3,969
Eu tenho a prática, não sinto nada do que dizes. Se eu gosto de fazer algo, seja por hobbie (tal como fazia no NC) ou por obrigação (como faço agora na EG) vou sempre gostar de o fazer.
Por essa mesma lógica tu gostavas de medicina, ias tirar um curso e depois como eras obrigado a exercer a profissão, estragava-te a profissão/vida!
Se se cansam de algo ou se lhes estraga o dia é porque realmente não gostam disso.
Não estou a dizer que não joguemos jogos que não gostamos, o Barbie Horse Adventures é provavelmente um daqueles jogos que eu não iria gostar NADA de jogar
Ainda assim, há outros jogos que eu gosto, e bastante, e que tenho hipótese de os jogar, e há ainda aqueles que não sei se gosto (ou se vou gostar) e depois passo a gostar bastante!
Ou seja, isso que tu dizes é a teoria, na prática, se gostas realmente de algo, não te cansas nem vais deixar que isso te estrague o dia porque estás a fazer algo que escolhes fazer e que gostas.
Se calhar há quem seja assim, mas a essas pessoas tenho uma coisa a dizer: azar o delas! Ninguém as obriga a fazer algo que não gostam e se preferem outra coisa que lutem por ela, não se contentem! Por isso é que há tanta gente frustrada...
Sénior
Desde: Jul '08
Posts: 1,105
marco
Se calhar há quem seja assim, mas a essas pessoas tenho uma coisa a dizer: azar o delas! Ninguém as obriga a fazer algo que não gostam e se preferem outra coisa que lutem por ela, não se contentem! Por isso é que há tanta gente frustrada...
Anyway, eu entendo o que o ColJP quis dizer. Uma coisa é jogarmos por gozo, altura em que pegamos o género de jogos que gostamos. Mas se temos que jogar um jogo por obrigação (digamos, pra fazer uma análise), podemos ser forçados a jogar um jogo que não nos diz nada, mas mesmo assim termos que o gramar do começo ao fim.
FuSiOnShArKmarco
Se calhar há quem seja assim, mas a essas pessoas tenho uma coisa a dizer: azar o delas! Ninguém as obriga a fazer algo que não gostam e se preferem outra coisa que lutem por ela, não se contentem! Por isso é que há tanta gente frustrada...
Era bom que fosse assim tão simples...
Anyway, eu entendo o que o ColJP quis dizer. Uma coisa é jogarmos por gozo, altura em que pegamos o género de jogos que gostamos. Mas se temos que jogar um jogo por obrigação (digamos, pra fazer uma análise), podemos ser forçados a jogar um jogo que não nos diz nada, mas mesmo assim termos que o gramar do começo ao fim.
Exactamente, e isso a mim não só me estraga o dia como começa a minar o meu interesse numa coisa que seria supostamente uma fonte de prazer.
Marco
Falas da tua prática Marco, só fazes críticas de jogos escolhidos por ti próprio, agora imagina-te numa redacção duma revista em que te atiram para a mesa 3 ou 4 dos últimos jogos, sejam eles quais forem, e tu tens que os analisar, quer queiras, quer não, quer gostes do género quer não gostes, até ao fim do dia! (exagero claro, é só para ilustrar a coisa!)
Tu não tens a opção de dizer, "nah, isso não é o meu género!" ou se tens és posto fora num instante, falando em termos profissionais, claro.
O caso do Diogo não será tão dramático assim, pelo menos ele não se queixa, mas pode vir a ser e foi o que lhe perguntei de inicio, se ele não tinha medo deste panorama de vida.
E não existe "azar o delas" quando se têm de ganhar o $$ suficiente para viver. Faz-se o que se pode, não o que se escolhe. Eu sou psicólogo, licenciei-me em Psicologia Clínica e no fim do curso...nada! Pensas que fui fazer o que quis? Isso é que era bom, fui dar aulas para Viana do Castelo durante 5 anos, ao 11º e 12º ano, e eu odeio dar aulas foi uma tortura para mim mas não tive outra escolha e claro azar o meu!
Marco Almeida
Desde: Jul '08
Posts: 3,969
FuSiOnShArKmarco
Se calhar há quem seja assim, mas a essas pessoas tenho uma coisa a dizer: azar o delas! Ninguém as obriga a fazer algo que não gostam e se preferem outra coisa que lutem por ela, não se contentem! Por isso é que há tanta gente frustrada...
Era bom que fosse assim tão simples...
Anyway, eu entendo o que o ColJP quis dizer. Uma coisa é jogarmos por gozo, altura em que pegamos o género de jogos que gostamos. Mas se temos que jogar um jogo por obrigação (digamos, pra fazer uma análise), podemos ser forçados a jogar um jogo que não nos diz nada, mas mesmo assim termos que o gramar do começo ao fim.
Podes começar a perder a vontade, mas se gostas de algo, pegas em jogos que gostas e jogas! Não vais perder o gosto em algo porque és obrigado a jogar determinados jogos que não são do teu agrado. É exactamente isso que eles são, jogos que tu não gostas, mas são *aqueles* jogos, não todos!
ColJP
Falas da tua prática Marco, só fazes críticas de jogos escolhidos por ti próprio, agora imagina-te numa redacção duma revista em que te atiram para a mesa 3 ou 4 dos últimos jogos, sejam eles quais forem, e tu tens que os analisar, quer queiras, quer não, quer gostes do género quer não gostes, até ao fim do dia! (exagero claro, é só para ilustrar a coisa!)
Tu não tens a opção de dizer, "nah, isso não é o meu género!" ou se tens és posto fora num instante, falando em termos profissionais, claro.
O caso do Diogo não será tão dramático assim, pelo menos ele não se queixa, mas pode vir a ser e foi o que lhe perguntei de inicio, se ele não tinha medo deste panorama de vida.
E não existe "azar o delas" quando se têm de ganhar o $$ suficiente para viver. Faz-se o que se pode, não o que se escolhe. Eu sou psicólogo, licenciei-me em Psicologia Clínica e no fim do curso...nada! Pensas que fui fazer o que quis? Isso é que era bom, fui dar aulas para Viana do Castelo durante 5 anos, ao 11º e 12º ano, e eu odeio dar aulas foi uma tortura para mim mas não tive outra escolha e claro azar o meu!
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E foste dar aulas porque te contentaste com isso... claro que há muitas outras coisas que pesam nessa altura, não o nego, mas se acabas o curso e te enfias a dar aulas sem batalhar por algo que realmente querias, então terei de dizer "azar o teu". Tenho vários amigos que sempre quiseram fazer algo, sempre houve problemas de emprego nas suas áreas, como há em todas, e mal acabaram o curso (e alguns ainda nem o acabaram) desataram a procurar por algo que queriam e conseguiram!
Ser pouco persistente não é desculpa para perder o gosto por algo e muito menos para nos contentarmos com algo que não gostamos assim tanto quanto isso.