Detalhes
E cá estamos nós para mais uma edição da rubrica com o nome mais estranho que já viram. O local onde podem encontrar a selecção mais cuidada (ou talvez não) e declarações e ditos polémicos (ou simplesmente interessantes) vindos de dentro da indústria.
Portanto, aqui vamos nós.
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Há uma tendência estes dias para categorizar estritamente os jogos como RPGs ocidentais e RPGs japoneses, mas Final Fantasy é algo que não tentamos categorizar tão drasticamente. Para nós, o jogo cruza géneros.
…disse o senhor Yoshinori Kitase, Produtor de Final Fantasy XIII, em entrevista à CVG. E isto tendo em conta que, por um lado, muitos vêm a saga Final Fantasy como a que define o sub-subgénero dos RPGs japenses, e, por outro, alguns (poucos) nem sequer a vêm como uma série de RPGs.
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Usar celebridades numa campanha de marketing para o mercado de massas é certamente um dos métodos mais eficientes de criar a percepção de ser um título obrigatório. De facto, a guerra entre o Guitar Hero e o Rock Band é o exemplo perfeito de como o Guitar Hero acabou por ganhar aceitação do mercado de massas através da publicidade feita por celebridades, mesmo que as análises e críticas indicassem que o Rock Band era um produto melhor.
…disse o senhor Jesse Divnich, analista da EEDAR (Electronic Entertainment Design and Research). E não é tão óbvio? Afinal de contas, Command & Conquer 3 não vendeu porque é divertido ou porque tem uma história espectacular. Enfim, é bom saber que as massas já não se deixam influenciar por estas coisas.
Oh, espera…
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[A processo judicial que condenou os donos do Pirate Bay] vai diminuir a partilha “ás escondidas” mas é uma batalha impossível de ganhar. (…) Não espero que as companhias de media considerem [descer os preços], eles vão continuar a cobrar mais e mais (tal como a indústria dos videojogos está a fazer), os preços vão continuar a aumentar, e a pirataria vai ser alimentada. Eu chamo-lhe a “perde do dinheiro” e continuamos apenas a fazê-a mais e mais alta, tornando a entrada inicial cada vez mais cara. Não é preciso um especialista de negócios para ver que isso não é uma boa estratégia.
…disse o senhor David Perry, Executivo da Acclaim e ex-designer de videojogos, no seu blog. E ele não se refere apenas à indústria dos videojogos, mas a todas as indústrias de entretenimento digital. É preciso mais pessoas a pensar igual para quem deixemos de ver os consumidores legítimos prejudicados pelas más manobras comerciais das editoras, quer no preço, quer na qualidade. Mas se nem a música lá está ainda…
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Mas quem se importa com [questões morais a preto e branco] quando tens o potencial para explorar de forma honesta e interactiva as consequências do bem e do mal e da moralidade e das escolhas e coisas assim numa maneira que nenhuma outra forma de arte pode esperar fazer. BioShock e Fable 2 têm pontos iniciais de moralidade muito interessantes, mas não os desenvolvem como devem.
…disse o senhor Anthony Burch, no seu último Rev Rant. É um vídeo muito interessante, mas é uma pena que não tenha falado dos jogos que realmente desenvolvem a moralidade como deve ser. Talvez porque não os tenham jogado?
Vocês sabem dos jogos que falo, não sabem? Arcanum, Vampire: Bloodlines, The Witcher…
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Qualidade de mais pode fazer-te repensar as tuas opções.
…disse o senhor John Riccitiello, CEO da EA. Sabem do que ele falava? Do jogo Dragon Age que, aparentemente, tem a sua versão para Windows terminada e pronta a ser lançada, mas que vai ser adiada para um lançamento conjunto com as consolas. E o que diz ele? “Ah! O jogo é tão bom que a gente ‘inté nem sabe bem o que a gente havemos de lhe fazer-lhe!”
É preciso ter lata… Claro, já se adivinha outra situação semelhante à de The Sims 3, que ainda não está no mercado mas já há versões pirateadas há quase duas semanas… Isto porquê? Porque a EA se lembrou de adiar o lançamento por meses para montar uma campanha de marketing digna da qualidade da nova pérola da editora. Enfim…
A imagem de destaque é cortesia de riktorsashen.
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