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E aqui está, um mês depois, a rubrica com o nome mais estranho de sempre, “Da Boca do Cavalo”! E juntamente com ela mais uma imagem estranha e surreal… Mas vocês não estão aqui para ver apenas uma imagem estúpida e um título repetido; estão aqui para saber o que de mais polémico e chocante se diz na indústria dos videojogos. Nem tudo é asneira, mas discussão há de certeza…
O Split Second não é apenas para pessoas que gostam de jogos de corridas, é também para pessoas que gostam de explodir com coisas.
Fonte: Mitch Powers, Gestor Sénior das Marcas Globais da Disney Interactive Studios, em entrevista ao site Kotaku.
[Os jogadores da Wii são] miúdos pequenos e pessoas idosas [e] fanboys hardcore da Nintendo [que gostam de jogos com] gráficos merdosos e controlos básicos.
Fonte: Peter Wanat, produtor de Wanted: Weapons of Fate, num podcast no Gametrailers.com.
Blender: Qual a música [de Guitar Hero: Metallica] mais difícil de tocar?
Lars Ulrich: Pareço um trabalhão do caralho porque posso tocá-las na vida real, mas obviamente há pequenas modificações quando são transcritas para o jogo. Tenho incorporado em mim como tocar estas músicas, mas depois tenho que me sentar e olhar para pequenos pontos num ecrã e tentar perceber como tocar na maneira que está transcrita. Entretanto, os meus mais novos de sete e dez anos estão a rebentar com tudo nas guitarras. É um bocado fodido, estar ali sentado, com os meus 45 anos de semi-glória, e ser completamente arrasado pelos meus putos.
Fonte: Lars Ulrich numa entrevista à Blender, sobre o jogo Guitar Hero: Metallica.
Consigo acabar o primeiro Resident Evil em menos de uma hora.
Fonte: Um suposto game developer na GDC passada, supostamente a tentar impressionar um amigo.
A minha equipa e eu estamos a fazer um jogo que é quase arte - é isso que as pessoas dizem. Pessoalmente não penso dessa forma. Estamos a fazer um jogo para entreter pessoas. Às vezes a minha personalidade e a da minha equipa pode ser reflectida no jogo, e pode parecer-se com arte, mas é um jogo para entreter pessoas. Esse tipo de feedback é bem vindo mas não é o que estou a tentar atingir.
Fonte: Fumito Ueda, criador de ICO e Shadow of the Colossus, na Game Developers Conference.
Bem, o que é que podemos destruir no Japão?
Fonte: Na GDC deste ano, resposta de Emil Pagliarulo, Designer Principal de Fallout 3 à pergunta de Goichi Suda, Designer de No More Heroes, japonês, sobre se pensavam fazer um Fallout no Japão. A resposta a este extremamente embaraçoso pergunta foi uma pausa, seguida de um simples «Wow…».
Não pensamos que jogos usados seja no melhor interesse do consumidor. Diz-me outra forma de entretenimento que tenha um mercado vibrante de material usado. Livros usados nunca pegaram. Não vês negócios que vendem CDs de música ou DVDs usados.
Fonte: Reggie Fils-Aime, da Nintendo americana, em entrevista ao site VentureBeat.
Basicamente, e estou a falar pelos tipos da Blizzard nos bastidores: temos que parar de escrever um filho da mãe de um livro no nosso jogo, porque ninguém o quer ler. Temos que apresentar a nossa história de uma maneira apenas possível num videojogo.
Fonte: Jeffrey Kaplan, antigo Director de World of Warcraft, na Game Developers Conference.
Desculpem-me por não vos deixar ser mais sérios sobre a profissão de desenvolver jogos. Já não és mais um monte de hacks. És uma arte verdadeira e uma ciência. Temos que ser muito mais deliberados e controlar o caminho que a profissão segue à medida que evolui no futuro.
Acima de tudo, desculpem-me por não fazer mais para vos ajudar a entender o vosso poder! Tanto colectivamente, como uma profissão, para alterar as questões da indústria, como uma cultura de criadores. Estais todos a ter um impacto incrível na sociedade. Estais a transformar o mundo dia-a-dia sem sequer vos aperceberdes disso.
Azar, ide-vos f*, já não é o meu trabalho!
Fonte: Jason Della Rocca, num rant que segue à sua saída da International Game Developers Association.
Eles dizem que se te faz sentir desconfortável, é inovador. [EA Sports Active] faz-nos sentir muito desconfortáveis. Pingamos com testosterona. Agimos à volta da ansiedade, agonia e diversão masculina no desporto. [Mas o jogador médio da EA Sports Active é] provavelmente uma mulher, 35 anos, com dois filhos em casa, [que quer manter-se em forma.]
Fonte: Peter Moore, Presidente da EA Sports, na conferência MI6.
Se só fizéssemos coisas que os jogos de telemóvel consegue fazer, então os jogos para consolas portáteis já tinham desaparecido há muito tempo. O nosso trabalho é descobrir coisas que outros aparelhos não conseguem fazer.
Fonte: Satoru Iwata, Presidente da Nintendo, em entrevista ao Wall Street Journal.
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